• A estação seca e o fogo no Cerrado

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  • Vegetação típica do Cerrado

    Os troncos tortos podem ser considerados como um efeito do fogo no crescimento dos caules, impedindo-os de se tornarem retilíneos pois pelas mortes de sucessivas gemas terminais e brotamento de gemas laterais, o caule acaba tomando uma aparência tortuosa. Leia mais
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    No Brasil o tamanduá bandeira encontra-se em perigo de extinção, cujas fêmeas têm um único filhote por ano, muito pequeno e frágil, que é carregado nas costas da mãe até cerca de um ano de idade, tornando-se assim muito vulnerável aos predadores... (Na imagem com o filhote nas costas ). Leia mais
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A estação seca e o fogo no Cerrado


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crime ambiental - foto:© Luiz Fernandes

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Estudos revelam que o fogo pode contribuir e gerar benefícios ao Cerrado

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Muitas pesquisas acadêmicas indicam que o fogo, durante o processo de formação do Cerrado brasileiro, teve papel imprescindível para tal. Essa conclusão se deu a partir da constatação de que a origem deste bioma coincidiu com a maior vulnerabilidade da região a incêndios naturais, fato este comprovado pelo predomínio de gramíneas, há aproximadamente dez milhões de anos. Como estes vegetais são bastante inflamáveis, permitiram com que determinadas regiões se tornassem suscetíveis a incêndios naturais. Assim, as plantas mais adaptadas a estas condições tiveram sucesso, e muitas delas são encontradas até hoje nestas formações vegetais.
Casca espessa, troncos tortuosos, raízes profundas e folhas também espessas são algumas características visíveis nestes exemplares.
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A vegetação do Cerrado é influenciada pelas características de solo, clima e fogo. A baixa fertilidade e a elevada toxicidade do solo são associadas ao nanismo e a tortuosidade da vegetação.
As formas retorcidas das árvores, fazendo com que suas gemas de rebrota ocorram lateralmente. As cascas espessas dos troncos funcionam como um mecanismo de defesa às queimadas. 

 Na natureza nada é em vão


Na região de Cerrado do Brasil Central, cerca de 90% das chuvas caem entre os meses de outubro e abril, ou seja, nós que moramos por aqui convivemos com a sazonalidade hídrica. 

O clima seco e a presença de ventos fortes são fatores que propiciam a ocorrência de queimadas no Cerrado. As queimadas ocorrem ao longo do período de seca, que pode ter uma duração de até 6 meses e em tais eventos, a temperatura do ar se eleva em torno de 750°C, e pode propiciar o rebrotamento de várias espécies vegetais e a germinação de sementes.
Paisagem do Cerrado na estação seca promove belas silhuetas - foto Elma Carneiro
O fogo no cerrado pode iniciar-se por fatores naturais, isso ocorre através do acúmulo de biomassa seca, de palha, baixa umidade e alta temperatura, que acabam criando condições favoráveis para tal. Foto: Elma Carneiro - periferia de Goiânia-GO
Agora, olhando para baixo, as raízes das plantas desempenham um papel importante e muitas vezes negligenciado, simplesmente por não poderem ser vistas. As camadas de solo superficiais podem secar pela falta de chuvas, mas algumas árvores têm acesso à água mesmo no auge da estação seca, pois suas raízes alcançam grandes profundidades.
Fogo no Cerrado -  O fogo no cerrado pode iniciar-se por fatores naturais, isso ocorre através do acúmulo de biomassa seca, de palha, baixa umidade e alta temperatura, que acabam criando condições favoráveis para tal.-Foto de Humberto Russo - DF
O choque térmico provocado pelo fogo quebra a dormência vegetativa das sementes, causando fissuras que favorecem a penetração da água e estimulam a germinação. Queimada em  Samambaia - DF  - 
Este processo é importante para que os indivíduos possam desbravar novos ambientes, aumentando a abrangência de suas populações. Ou seja, para estas espécies, que são conhecidas com anemocóricas, a ausência de chuvas é condição necessária para a manutenção de suas populações. Até o formato das sementes, ou dos frutos, são especiais para se favorecerem do vento e da seca. Se chover enquanto estas espécies estão em fase de reprodução, os frutos podem nem abrir, pois o ambiente seco é condição para a desidratação das paredes do fruto e sua abertura.
Fogo no Cerrado em Samambaia - Distrito Federal
 Pouco tempo após a passagem do fogo, o Cerrado transforma-se num verdadeiro jardim. Em muitos casos é a eliminação total das partes aéreas das plantas que as faz florescerem.
Uma preocupação no período seco é o fogo. Porém, as espécies vegetais do Cerrado apresentam várias adaptações que as permitem contornar este problema, por exemplo, a presença de casca grossa e cortiçosa. O próprio fogo pode trabalhar a favor do Cerrado, quando ele auxilia no processo de abertura dos frutos, facilitando a reprodução das plantas.
Portanto, seja pela sua importância no funcionamento do Cerrado, ou pela beleza proporcionada pelos seus componentes durante a estação seca, só podemos chegar a uma conclusão: deixa secar
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Árvores secas do Cerrado - No auge da seca, a maioria das árvores já estão desfolhadas e basta um sinal de umidade no ar pela aproximação das chuvas que elas se cobrem de folhas com toda força vestindo de verde. Porém, seus esqueletos sempre nos proporcionam uma visão maravilhosa-
No auge da seca, a maioria das árvores já estão desfolhadas e basta um sinal de umidade no ar pela aproximação das chuvas que elas se cobrem de folhas com toda força vestindo de verde. Porém, seus esqueletos sempre nos proporcionam uma visão maravilhosa.

Como a natureza sabe, sem diversidade não existe evolução. ( Isaias Raw )


O fogo, desde que bem manejado, pode ser benéfico ao Cerrado

Especialista defende manejo de fogo no Cerrado 
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“Pode parecer contraditório, mas muitos especialistas defendem que a melhor forma de prevenir o problema e proteger a biodiversidade desse bioma tão ameaçado é, justamente, o uso controlado do fogo. Queimadas controladas não só diminuem o risco de incêndios acidentais como trazem benefícios para a vegetação. O manejo de fogo, no entanto, foi durante muito tempo proibido no Brasil. Uma lei de 1989 autorizou a prática, mas, ainda hoje é difícil obter licença dos órgãos ambientais. Além da falta de conhecimento sobre a importância do fogo para o Cerrado, a falta de estrutura para fazer o manejo de forma adequada."
Professora Vânia Regina Pivello, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP)

A principal causa do fogo, em regiões de Cerrado, está relacionada às atividades agropecuárias, uma vez que tais sistemas utilizam o fogo como recurso para “limpar o pasto”, ou determinadas áreas antes do plantio, em períodos que antecedem a época das chuvas. Assim, capacitar as pessoas envolvidas nessas atividades, e pensar em alternativas, como a realização de queimadas programadas, em áreas limitadas e sucessivas, por pessoal qualificado; pode ser um grande passo para a proteção do Cerrado.

Queimada da região de Samambaia - DF e o Corpo de Bombeiros controlando o fogo. 


Fotografias de Humberto Russo agente operacional da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal CAESB.
Demais fotos: Elma Carneiro 

Fontes das pesquisas nos seguintes sites: 1 2 3

Desoladoras fotos de animais no zoológico mostram a necessidade de mudança

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 Estas fotos tristes e cativantes contam a história de um jardim zoológico como tantos outros. O fotógrafo alemão Elias Hassos capta perfeitamente a tristeza dos animais que vivem em pequenas gaiolas - o tédio de passar todos os dias de sua vida inteira no mesmo lugar e nunca conhecer a sensação de liberdade. 
Durante séculos, temos prendido animais em pequenas gaiolas apenas para o nosso entretenimento. Hoje em dia, mais e mais visitantes sentem compaixão pelos animais enjaulados - cientistas comportamentais criticam caixas de concreto e luz artificial, enquanto ativistas radicais dos direitos dos animais pedem o fim da "prisão perpétua".

Clique nas imagens



Fonte: blogblux
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Belas flores do Cerrado II

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No Cerrado mesmo durante a estação seca, nada impede de ver suas flores romperem por todos os lados,  elas não são cultivadas e nascem espontâneas na vegetação rasteira e arbustos dos campos.
Esta coleção de flores são da região do Cerrado Centro Oeste do Brasil mais precisamente em Cristalina, Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros,  Brasília-Distrito Federal, Pirenópolis, Alto Paraíso. Parque Estadual da Serra dos Pirineus.
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Clique nas imagens para ampliar e aprecie seus detalhes
Clusia-weddelliana-clusiaceae- foto de  João de Deus Medeiros
Banisteriopsis oxyclada  (botão)- foto de Mauricio Mercadante
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Banisteriopsis oxyclada ( flores abertas)- foto de Mauricio Mercadante
Kielmeyera- Speciosa - foto de  João de Deus Medeiros
Clusia-weddelliana-clusiaceae - foto de  João de Deus Medeiros
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Aspidosperma_macrocarpon - foto de  João de Deus Medeiros 
Parkia-platycephala-(Parkia-pendula) - foto de  João de Deus Medeiros  ✿
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No Cerrado a Sucurí ou Anaconda - a maior cobra do Brasil


A Sucuri é a maior cobra brasileira

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É  uma cobra sul-americana da família Boidae, pertencente ao genero Eunectes.

Existem quatro espécies, das quais as três primeiras ocorrem no Brasil:
  1. Eunectes notaeus, a sucuri-amarela, menor e endêmica da zona do Pantanal; 
  2. Eunectes murinus, a sucuri-preta, maior e mais conhecida, ocorrendo em áreas alagadas da região do cerrado e da Amazônia, sendo que, neste último bioma, os animais costumam alcançar tamanhos maiores; 
  3. Eunectes deschauenseei, a sucuri-malhada, endêmica da Ilha de Marajó;
  4. e a Eunectes beniensis, a sucuri-da-bolívia. De ocorrência já registrada em quase todo o Brasil, mas típica dos grandes rios do Centro-Oeste e da Amazônia, a sucuri é uma das maiores cobras do mundo. Conhecida também por outros nomes, como sucuriju, sucuriúba, boiaçu ou anaconda, a sucuri (Eunectes murinus) é um réptil ofídio da família dos boídeos, a mesma da jibóia, da ararambóia ou cobra-papagaio e das espécies indo-malaias e africanas de píton.
A sucuri, também conhecida como anaconda, é a maior cobra da fauna brasileira. A maioria da espécie mede em geral de cinco a sete metros, podendo ultrapassar 10 metros com 30cm de diâmetro.

A sucuri é semi-aquática e tem hábitos crepusculares ou noturnos com expectativa de vida de aproximadamente 30 anos, a serpente recordista pesa entre 30 a 90 kg, mas é capaz de atingir até 250kg. Como as demais cobras da família boídeos, a sucuri não é venenosa, mas sim constritora (aperto) : vale-se de uma notável força muscular para enroscar-se nas presas.
Como a sucuri não possui glândulas produtoras de veneno, sua boca possui fileiras de pequenos dentes pontiagudos que contribuem para não deixar que suas presas fujam.

A enorme boca da sucuri quando aberta mete medo, ela não é uma cobra peçonhenta
Como muitas outras serpentes, a sucuri é capaz de desarticular os ossos de sua mandíbula para que possa engolir presas maiores que a abertura de sua boca. Para facilitar a ingestão do alimento, ela produz muita salivação que umedece todo o corpo do animal, facilitando também para que ela o possa engolir. As presas depois de envolvidas, pela enorme força de constrição da sucuri, ficam com seu corpo mais longo, fino e deformado. Não costumam quebrar os ossos das vítimas, como muitos pensam, para facilitar a ingestão, e sim buscam a constrição (asfixiando-as) para matar suas presas.

Depois de alimentada, conforme o tamanho da presa pode passar meses sem comer.

A sucuri matou um veado envolvendo-o  pela enorme força de constrição

É vivípara, ou seja, seus filhotes, em número que varia de 50 a 75 por vez, nascem já bem desenvolvidos e não contidos em ovos. É  muito ágil dentro d'água. A prova disso está no nome do gênero Eunectes, que significa "boa nadadora".
Vive próxima a lagos e rios e procura se manter sempre enrolada em galhos de árvore ou mesmo no solo. Ao se sentir ameaçada, entra imediatamente na água, onde consegue se movimentar com mais rapidez, já que seu corpo é grande e pesado.

Na época reprodutiva a fêmea  liberação o feromônio que atrai os machos para seu encontro. O ritual acontece dentro d’água onde nascem os filhotes. O acasalamento é feito após um longo período de jejum e a gestação dura de 225 a 270 dias, os filhotes nascem com  cerca de 60cm de comprimento e não recebem cuidados parentais, já nascem prontos para nadar e caçar.

Quando a sucuri engoliu uma capivara


Só não entendi por que eliminaram  a sucuri, já que a capivara estava morta. A sucuri mata a capivara e o homem mata a cobra.

Porque mataram a cobra???

Sucuri - verde (Eunectes murinus) 
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*A sucuri, que também ocorre nas Guianas, Colômbia, Venezuela e Trinidad e Tobago.


Fotos: Fernando Rocha - Luis Cassiano - Daniel de Granville

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Chegou a época dos Ipês no Centro Oeste

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Apesar do tempo seco e a baixa umidade do ar que atinge a região Centro-Oeste, nesta época do ano, as cores dos ipês roxo, amarelo e rosa dão vida nas ruas e avenidas de Goiânia.   
Na imagem para os leitores do Caliandra do Cerrado um belíssimo  Ipê-bola-rosa  numa  rua bem perto de onde moro.
O Ipê-bola-rosa recebe este nome em razão da forma de seus cachos de flores. Chega a atingir cerca de 8 a 12 metros de altura e sua floração ocorre de julho a outubro, quando fica totalmente desprovida de folhas.
Você poderá ver a matéria com um belo vídeo de hoje no G1 - GOIÁS com o título Em época de seca, ipês floridos colorem a paisagem de Goiânia  que, por coincidência mostram a mesma árvore que fotografei em 12/08/013. Passei por lá nos últimos dois dias  e notei que ela já está perdendo sua folhas forrando de rosa  a calçada.
 As fotos foram feitas do celular.

Numa rua do Jardim América em Goiânia a surpresa do Ipê-bola-rosa no quarteirão da Igreja de Santo Expedito
Quarteirão da Igreja Santo Expedito
Ipê-bola-rosa com seus cachos de flores numa rua  do Jardim América em Goiânia


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Fotos:Elma Carneiro

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Zoológicos - prisões de animais

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Zoológico de Goiânia


As primeiras coleções de animais selvagens mantidos em cativeiro remontam vários milênios na Índia, China e Japão. Um dos exemplos mais antigos data de 5,5 mil anos no antigo Egito. Sabe-se que mantinham em cativeiro hienas, macacos e antílopes de diversas espécies, com base nas pinturas de Saqqara que datam de 5 mil anos. O Faraó Tuthomosis III (1.501-1.477 A.C.) enviou expedições à Somália para buscar macacos, leopardos e aves.

Panorâmica parcial vista de dentro do zoológico de Goiânia ladeado por edifícios que fica no centro da cidade.

Panorâmica parcial vista de dentro do zoológico de Goiânia ladeado por edifícios.

Os zoológicos são prisões onde vivem encarcerados milhares de animais ao desfrute daqueles que vão visitá-los. Nessas prisões, com a ilusão de serem livres, há todos os tipos de animais expostos como se fossem obras de arte em um museu. Uma visita a qualquer zoológico é suficiente para darmos conta de que a liberdade não existe. As jaulas, gaiolas e outros espaços mais ou menos reduzidos são as “casas” onde são obrigados a viver presos muitos animais, longe de seu habitat natural e muito longe de conhecerem uma vida satisfatória. As informações são da ONG Igualdad Animal.
Ninhal de Garças brancas - nos galhos um berçário onde elas chocam seus ovos

Vidas enjauladas


Fazer um passeio no Zoológico de Goiânia foi frustrante para mim. Após três anos em reforma e milhões em gastos para revitalizar aquele espaço que serve para enclausurar animais arrancados da natureza afim de  servirem de divertimento ao "bicho homem", eu,  que sou totalmente contra os zoológicos como meio de diversão ou como ponto de turismo, fico depressiva ao ver o estado dos animais confinados naqueles pequenos espaços, principalmente os animais silvestres e selvagens completamente tolhidos de liberdade numa vida monótona e solitária entre grades e vidros embaçados, expostos como uma mercadoria inanimada.
É bem verdade que ali eles são bem alimentados e tem o cuidado de veterinários, mas seria essa a forma de vida ideal para os animais? O que é bom para os humanos será bom também para os animais? eles escolheriam uma casa feita de pedras do tipo forno de barro em vez dos galhos das árvores?

O que mais me encantou foi a visão de o ninhal de garças brancas  numa frondosa mangueira, cuja copa abrigava dezenas delas. Essas aves conhecem a liberdade e fazem da árvore um berçário que favorece sua procriação, cada uma cuidando do seu ninho.

Na foto as "casas" feitas para os macacos
Dizer que aquele lugar ficou como "coisa de primeiro mundo" é um absurdo. Saí de lá triste.
Um descorado Iguana
No vídeo um Gato-do-mato confinado num cubículo como moradia, passa o dia andando de um lado ao outro numa caminhada interminável, demonstrando sinais de stress meio a muito barulho, vozes,  gritos, assovios, choro de crianças e demais ruídos, de terça a domingo  das 8h às 17h.  Só filmei alguns segundos de sua angustiosa e solitária existência.


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Fotos e vídeo: Elma Carneiro 
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Por do sol do Cerrado - Goiânia

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Saindo do outono, entrando no inverno e por fim  chegando a primavera  que vai até final de  setembro teremos um por do sol encantador  no  Cerrado especialmante no Centro Oeste quando  começam  os maravilhos por do sol,  e,  Goiânia capital de Goiás ganha um brilho dourado especial para seus finais de tarde.
Também nos finais de setembro ou outubro com as queimadas,  a beleza é maior ainda.

É um verdadeiro espetáculo com tonalidades vermelhas.
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Cerrado - por do sol de Goiânia
por do sol no Cerrado em Goiânia
Belíssimo por do sol  de Goiânia em pleno Cerrado


Fotos: Elma Carneiro

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Os cogumelos são flores ou frutos?

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estação chuvosa do  Cerrado  com  duração de 6 a 7 meses  que vai de de outubro a março ( já esta quase terminando ) e então entra a estação seca de abril a setembro.
Nesta época, ou seja na estação chuvosa, a terra e os  troncos mortos ficam encharcados pela umidade e é o momento em que os fungos estruturas microscópicas chamadas de espóros cuja função é equivalente à das sementes nas plantas superiores passam a se proliferar transportados pelas correntes de ar e se instalam onde existe ambiente adequado, há a  probabilidade do nascimento de veja a estrutura dos cogumelos,feche a janela por favor tais como:

:arrow: alta umidade (82% ou mais)
:arrow: temperaturas médias entre 20ºC e 31ºC
:arrow: um meio orgânico para o crescimento do fungo  (nos pastos, são os dejetos)

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 Os cogumelos são flores ou frutos?

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Os fungos não possuem flores e se multiplicam por células muito pequenas. Estas células se desenvolvem ao caírem em solo úmido, ambiente ideal para o crescimento de um novo fungo. Por não possuir clorofila, que é essencial para garantir a alimentação das plantas, esta forma de vida age como parasita, se alimentando da comida de outras formas de vida. O que habitualmente designamos por “cogumelo” é na realidade a pequena parte visível de uns curiosos seres subterrâneos que podem atingir vários quilômetros de comprimento, constituindo os maiores organismos vivos da atualidade. O verdadeiro corpo do fungo, geralmente desconhecido da maioria das pessoas, é constituído por um emaranhado de filamentos escondidos no solo, que compõem no seu conjunto o chamado “micélio", sendo os cogumelos as suas extremidades reprodutoras, denominadas em linguagem científica por "carpóforos".

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Fotos: Elma Carneiro
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Belas flores do Cerrado

Flor do Maracujá do Cerrado - foto de Henrique Neyffer
Maracujá do Cerrado - (Passiflora cincinnata) Passifloraceae
Flor dorme-dorme foto de JC Patrício
Dorme-dorme (Melastomataceae Rhynchanthera novemnervia DC)
Orquídea do Cerrado
Orchidaceae - Colestenia (Koellensteinia tricolor)
Não identificada
Não identificada
Flor do Cerrado - Foto de JC Patrício
Não identificada
Flor ovo-frito (Eschweilera nana - Lecythidaceae family)  foto de JC Patrício
Ovo-frito (Eschweilera nana - Lecythidaceae family)
Flor do Cerrado - foto de JC Patrício
Não identificada

Fotos: JC Patricio - Henrique  Neyffer
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