• A estação seca e o fogo no Cerrado

    Algumas espécies de plantas dependem do vento e também de ambiente seco para espalhar as suas sementes.Uma preocupação no período seco é o fogo. Porém, as espécies vegetais do Cerrado apresentam várias adaptações que as permitem contornar este problema, por exemplo, a presença de casca grossa e cortiçosa. Leia mais
  • Onça pintada nas matas do Cerrado

    A onça é o maior felino das Américas, com 80 cm de altura, comprimento em média 1,80 m (macho) e 1,40 m (fêmea) até podendo alcançar até 150kg. É o maior mamífero carnívoro do Brasil, necessita de pelo menos 2 kg de alimento por dia e é uma excelente caçadora e... Leia mais
  • Vegetação típica do Cerrado

    Os troncos tortos podem ser considerados como um efeito do fogo no crescimento dos caules, impedindo-os de se tornarem retilíneos pois pelas mortes de sucessivas gemas terminais e brotamento de gemas laterais, o caule acaba tomando uma aparência tortuosa. Leia mais
  • Tamanduá bandeira - em extinção

    No Brasil o tamanduá bandeira encontra-se em perigo de extinção, cujas fêmeas têm um único filhote por ano, muito pequeno e frágil, que é carregado nas costas da mãe até cerca de um ano de idade, tornando-se assim muito vulnerável aos predadores... (Na imagem com o filhote nas costas ). Leia mais
  • Preservação ambiental - Mata ciliar

    A Mata Ciliar tem uma grande importância ambiental, pois, exercem a proteção do solo contra processos erosivos com as chuvas em locais desprovidos de mata ciliar os sedimentos são carregados aos cursos de água ocasionando assoreamento Leia mais

Onça pintada ataca e mata jacaré no Pantanal

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Na lista dos animais ameaçados de extinção, divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente, a onça-pintada se transformou em símbolo de ações de preservação. Considerado o maior felino do continente americano, a espécie se concentra principalmente no Brasil. O país busca trabalhar num programa internacional de conservação da espécie que abrange todos os países onde ela ocorre. 

Segundo especialistas, um dos principais desafios da preservação da espécie é a perda de território e o comprometimento do habitat natural da onça-pintada, já que muitas das áreas foram afetadas pelo desmatamento. A transformação do ambiente natural da espécie em atividades agropecuárias ou pastagens nativas é crítica para o animal. 

 

 Equilíbrio dos Ecossistemas


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Os grandes predadores, no caso dos felinos, desempenham um papel ecológico considerado fundamental no equilíbrio dos ecossistemas. Eles são os chamados "topo de cadeia alimentar", agem como "reguladores". Esses animais atuam na regulação do tamanho populacional de outras espécies. Por isso, a ameaça de extinção da onça-pintada pode contribuir para um crescimento desenfreado da população de outros animais, como veados e porcos-do-mato por exemplo.

 A onça pintada é geralmente, solitária 


É um importante predador, desempenhando um papel na estabilização dos ecossistemas e na regulação das populações de espécies de presas. Tem uma mordida excepcionalmente poderosa, mesmo em relação aos outros grandes felinos. Isso permite que ela fure a casca dura de répteis como a tartaruga e de utilizar um método de matar incomum: ela morde diretamente através do crânio da presa entre os ouvidos, uma mordida fatal no cérebro.
Ela é um superpredador, o que significa que está no topo da cadeia alimentar e não é predada no ambiente em que vive.

Após matar a presa, a onça arrasta a carcaça para alguma capoeira ou outro lugar seguro. Começa a comer pelo pescoço e peito, em vez de começar pelo ventre.

A onça pintada foi extinta nos Estados Unidos. Hoje vive no México, na América Central e em quase toda a América do Sul.

Onças pintadas do Pantanal são as maiores já encontradas nas Américas 

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Um macho adulto pode medir até 3 metros de comprimento e pesar 150 kg.


"A onça pintada se assemelha ao leopardo fisicamente, se diferindo desse, porém, pelo padrão de manchas na pele e pelo tamanho maior. As características do seu comportamento e do seu habitat são mais próximas às do tigre. Pode ser encontrada principalmente em ambientes de florestas tropicais, mas também é encontrada em ambientes mais abertos. A onça-pintada está fortemente associada com a presença de água e é notável, juntamente com o tigre, como um felino que gosta de nadar.

O felino é conhecido dos biólogos da região e é chamado por eles de "Mick Jaguar" ("jaguar" é o nome em inglês para onça-pintada). Mick teria cerca de 125 kg, segundo a agência Caters. Black registrou desde o momento em que o felino se espreitava pelas águas até chegar ao banco de areia onde estava a presa até o momento em que o felino ataca o réptil. "

Ele levantou o jacaré de 70 kg do chão e trotou até a água como se fosse um cãozinho com um osso", diz o fotógrafo

Clique nas imagens para abrir: Efeito LightBox  e em NEXT para ver a próxima imagem

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Justin Black é um fotógrafo de natureza, escritor e foto oficinas organizador, e um membro da filial da Liga Internacional de Fotógrafos de Conservação (ILCP).

O fotógrafo americano Justin Black, que costuma registrar a vida selvagem, flagrou um momento inusitado, durante visita ao Pantanal (Brasil). Uma onça usou as habilidades de ataque do jacaré, entrou em um rio e surpreendeu a presa pelas costas, sorrateiramente. A vítima foi exatamente um jacaré. As fotografias de Justin foram publicados por revistas como a National Geographic Adventure, Serra , Pôr do sol , americano Foto, Fotógrafo Outdoor, Rock & Ice , e Nature Conservancy.
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Abaixo, o vídeo impressionante do ataque que o National Geographic postou em seu canal:

 
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Visite também a página  sobre sobre a onça pintada e fique sabendo mais sobre seus hábitos de vida, reprodução, amamentação,  vida adulta, extensão territorial. As mães são cuidadosas e cuidam dos seus filhotes até 2 anos de vida.

 Clique na imagem e cheque até lá, você vai gostar. Quer ouvir seu urro ou esturro?  Pois siga esta trilha.
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Goiânia está dourada com o ipê amarelo

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Nos quintais das casas em beiral de muros, nas avenidas e parques, o ipê amarelo é sempre um espetáculo dourado.


Os ipês pertencem à família das Bignoniáceas, da qual também faz parte o jacarandá, e ao gênero Tabebuia (do tupi, pau ou madeira que flutua), embora sejam de madeira muito pesada para flutuar. Tabebuia era, na verdade, o nome usado pelos índios para denominar a caixeta (Tabebuia cassinoides), uma árvore de madeira leve da região litorânea do Brasil, muito usada hoje na fabricação de artesanatos, instrumentos musicais, lápis e vários outros objetos.

 Ipê é uma palavra de origem tupi, que significa árvore cascuda, e é o nome popular usado para designar um grupo de nove ou dez espécies de árvores com características semelhantes de flores brancas, amarelas, rosas, roxas ou lilás. No Norte, Leste e Nordeste do Brasil, são mais conhecidos como pau d’arco (os indígenas utilizavam a madeira para fazer arco e flecha); no Pantanal, como peúva (do tupi, árvore da casca); e, em algumas regiões de Minas Gerais e Goiás, como ipeúna (do tupi, una = preto). Na Argentina e Paraguai ele é conhecido como lapacho. Sendo uma espécie caducifólia, o período da queda das folhas coincide com a floração que se inicia no final do inverno. 

Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada do ipê amarelo. As flores desta espécie atraem abelhas e pássaros, principalmente beija-flores que são importantes agentes polinizadores. Fonte do texto: Apremavi



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 .Fotos: Elma Carneiro de Goiânia-GO

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Cachorro-vinagre ou cachorro-do-mato

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O Cachorro-vinagre também vive no Cerrado

OCachorro-vinagre (Speothos venaticus), também conhecido como cachorro-do-mato-vinagre ou cachorro-do-mato foi descrita pela primeira vez em 1842, a partir de fósseis encontrados em cavernas no Brasil e só depois se descobriram os animais vivos e hoje está na categoria vulnerável do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.

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Volume I
Volume II

 É o único canídeo sul-americano com formação de matilhas; apresenta dieta carnívora e hábito semi-aquático. É naturalmente raro e é ameaçado pela perda de habitat.
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Seu corpo é troncudo, a cabeça é larga, as orelhas e focinho curtos, a cauda é espessa e é coberto por uma pelagem vermelho-escura. A pelagem assume uma coloração mais escura (marrom escuro ou preto) em direção a cauda e faixas claras são encontradas na parte inferior.
Eles são os menores cães silvestres do Brasil e, embora sejam canídeos, possuem o menor número de dentes da família canidae, apenas 38. Apresenta hábitos preferencialmente diurnos recolhendo-se a tocas, tocos de árvores ou buracos que eles mesmos escavam.
Alimentam-se de crustáceos, pequenos vertebrados, pacas e cotias mas podem caçar presas maiores, como capivaras ou emas, graças ao padrão de caça cooperativa.
Comprido e baixinho – tem entre 60 e 80 centímetros de comprimento e 25 a 30 centímetros de altura –, o cachorro-vinagre pesa de cinco a oito quilos. Possuem unhas fortes que usam para escavar buracos, assim abrem túneis no chão que usam para se abrigar. É um animal semiaquático, seus dedos estão ligados por membranas interdigitais que o permitem nadar e mergulhar com facilidade.
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O Cachorro-vinagre é classificado como vulnerável pelo Ibama como quase ameaçado. Ocorre principalmente em matas-galeria e florestas ripárias, mas também pode ser encontrado no Cerrado e em outros ambientes abertos.
Estima-se que haja 15 000 indivíduos adultos dessa espécie, com um declínio esperado de aproximadamente 10% entre 2008 e 2018, devido principalmente à perda de habitat (IUCN 2008)

Ameaçados de extinção desde 2003 é encontrado atualmente na Amazônia e Pantanal e Cerrado
É uma espécie altamente social, até mesmo com caçada grupal, com um rico repertório de vocalizações, vivendo em grupos familiares de até 10 indivíduos.
A estrutura social dos grupos é fortemente hierarquizada, tal como nos lobos-cinzentos e os membros do grupo comunicam entre si através de latidos, o grupo é formado por vários casais monogâmicos e pelas crias do casal dominante.
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O período reprodutivo da espécie não parece apresentar sazonalidade, sendo a gestação de 67 dias, após a qual nascem em média 3,8 filhotes.
As fêmeas entram no cio duas vezes ao ano mas o acasalamento pode não ser periódico, dependendo da situação social. O cio dura em média 4 dias.
Os filhotes nascem em cavernas cavadas pelos próprios pais ou por tatus. Ao nascer, os filhotes pesam de 130 a 190 g e sua pelagem apresenta uma coloração preto-acinzentada. Os machos ajudam na criação dos filhotes levando comida até a caverna.
Estimativas preliminares de radiotelemetria sugerem que a área de vida de uma matilha seja de pelo menos 100 km².
O cachorro-vinagre nunca foi caçado por interesse econômico e é sabido que algumas tribos de nativos brasileiros conservam-nos como animais de estimação.

Demarcação de território


Uma característica curiosa é que, para demarcar o território, a fêmea do cachorro-vinagre faz um verdadeiro malabarismo: se apoia nas patas dianteiras e ergue a parte traseira do corpo, para urinar em pedras, pequenos arbustos ou troncos de árvores. Já o macho levanta uma das patas traseiras para trás e ejeta um spray de urina.

 Imagens Google

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Os Ipês do Cerrado do Centro Oeste|Goiânia-Goiás

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“Quanto mais rigorosa for a seca, mais o ipê floresce e se fortalece” 


Clima seco e quente é favorável à florada dos ipês, que embelezam a capital e cidades do interior de Goiás.

As que têm flores amarelas, brancas e roxas são nativas. Já os ipês com flores na cor rosa são originários da América Central e caracterizados na literatura científica como espécies exóticas, ressalta o  diretor de Áreas Verdes da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Antônio Esteves.
Existem catalogadas pelos botânicos mais de 200 espécies de ipês.

O ipê amarelo, de acordo com o ambientalista, é o que apresenta maior diversidade de espécies no País.  Exatamente por isso, é apontado como a árvore que simboliza o Brasil.
O processo reprodutivo, depois da polinização, os frutos dos ipês se abrem e as sementes são levadas pelo vento para os mais diversos locais.

As chuvas que ocorrem em seguida favorecem o êxito da germinação. “As sementes são levadas pelo vento para longe da mãe, o que garante a sobrevivência dos seus descendentes”, pontua a professora
a professora da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Sabrina do Couto de Miranda, mestre em Botânica e doutora em Ecologia.
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Flores do Ipê rosa em Goiânia-Goiás
Flores do Ipê rosa
Os ipês do mês de outubro em Goiânia oferecem um espetáculo que encanta qualquer um, mesmo quele observador de  aparência cética transmite no seu semblante o reflexo de toda essa exuberância beleza.
A florada dos ipês começa  em final de Julho e que vai até Outubro, enfeitam os campos, as ruas as praças,  parques das cidades e arredores de onde colhi imagens do ipê amarelo.
Clima seco e quente é favorável à florada dos ipês, que embelezam a capital e cidades do interior. “Quanto mais rigorosa for a seca, mais o ipê se floresce e se fortalece” Este espetáculo goiano começa com a época mais seca e quente do ano precedendo as chuvas e é na estação seca que os ipês desabrocham vestido a cidade de beleza e cor oferecendo um espetáculo à quem passa por estas fileiras de flores.


Ipê roxo bola


Ipê amarelo  das espécie cascudo

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Ipê rosa
Foto - Sebastião Nogueira

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Fotos: Elma Carneiro e Sebastião Nogueira do Jornal O Popular-Goiânia

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A estação seca e o fogo no Cerrado


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crime ambiental - foto:© Luiz Fernandes

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Estudos revelam que o fogo pode contribuir e gerar benefícios ao Cerrado

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Muitas pesquisas acadêmicas indicam que o fogo, durante o processo de formação do Cerrado brasileiro, teve papel imprescindível para tal. Essa conclusão se deu a partir da constatação de que a origem deste bioma coincidiu com a maior vulnerabilidade da região a incêndios naturais, fato este comprovado pelo predomínio de gramíneas, há aproximadamente dez milhões de anos. Como estes vegetais são bastante inflamáveis, permitiram com que determinadas regiões se tornassem suscetíveis a incêndios naturais. Assim, as plantas mais adaptadas a estas condições tiveram sucesso, e muitas delas são encontradas até hoje nestas formações vegetais.
Casca espessa, troncos tortuosos, raízes profundas e folhas também espessas são algumas características visíveis nestes exemplares.
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A vegetação do Cerrado é influenciada pelas características de solo, clima e fogo. A baixa fertilidade e a elevada toxicidade do solo são associadas ao nanismo e a tortuosidade da vegetação.
As formas retorcidas das árvores, fazendo com que suas gemas de rebrota ocorram lateralmente. As cascas espessas dos troncos funcionam como um mecanismo de defesa às queimadas. 

 Na natureza nada é em vão


Na região de Cerrado do Brasil Central, cerca de 90% das chuvas caem entre os meses de outubro e abril, ou seja, nós que moramos por aqui convivemos com a sazonalidade hídrica. 

O clima seco e a presença de ventos fortes são fatores que propiciam a ocorrência de queimadas no Cerrado. As queimadas ocorrem ao longo do período de seca, que pode ter uma duração de até 6 meses e em tais eventos, a temperatura do ar se eleva em torno de 750°C, e pode propiciar o rebrotamento de várias espécies vegetais e a germinação de sementes.
Paisagem do Cerrado na estação seca promove belas silhuetas - foto Elma Carneiro
O fogo no cerrado pode iniciar-se por fatores naturais, isso ocorre através do acúmulo de biomassa seca, de palha, baixa umidade e alta temperatura, que acabam criando condições favoráveis para tal. Foto: Elma Carneiro - periferia de Goiânia-GO
Agora, olhando para baixo, as raízes das plantas desempenham um papel importante e muitas vezes negligenciado, simplesmente por não poderem ser vistas. As camadas de solo superficiais podem secar pela falta de chuvas, mas algumas árvores têm acesso à água mesmo no auge da estação seca, pois suas raízes alcançam grandes profundidades.
Fogo no Cerrado -  O fogo no cerrado pode iniciar-se por fatores naturais, isso ocorre através do acúmulo de biomassa seca, de palha, baixa umidade e alta temperatura, que acabam criando condições favoráveis para tal.-Foto de Humberto Russo - DF
O choque térmico provocado pelo fogo quebra a dormência vegetativa das sementes, causando fissuras que favorecem a penetração da água e estimulam a germinação. Queimada em  Samambaia - DF  - 
Este processo é importante para que os indivíduos possam desbravar novos ambientes, aumentando a abrangência de suas populações. Ou seja, para estas espécies, que são conhecidas com anemocóricas, a ausência de chuvas é condição necessária para a manutenção de suas populações. Até o formato das sementes, ou dos frutos, são especiais para se favorecerem do vento e da seca. Se chover enquanto estas espécies estão em fase de reprodução, os frutos podem nem abrir, pois o ambiente seco é condição para a desidratação das paredes do fruto e sua abertura.
Fogo no Cerrado em Samambaia - Distrito Federal
 Pouco tempo após a passagem do fogo, o Cerrado transforma-se num verdadeiro jardim. Em muitos casos é a eliminação total das partes aéreas das plantas que as faz florescerem.
Uma preocupação no período seco é o fogo. Porém, as espécies vegetais do Cerrado apresentam várias adaptações que as permitem contornar este problema, por exemplo, a presença de casca grossa e cortiçosa. O próprio fogo pode trabalhar a favor do Cerrado, quando ele auxilia no processo de abertura dos frutos, facilitando a reprodução das plantas.
Portanto, seja pela sua importância no funcionamento do Cerrado, ou pela beleza proporcionada pelos seus componentes durante a estação seca, só podemos chegar a uma conclusão: deixa secar
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Árvores secas do Cerrado - No auge da seca, a maioria das árvores já estão desfolhadas e basta um sinal de umidade no ar pela aproximação das chuvas que elas se cobrem de folhas com toda força vestindo de verde. Porém, seus esqueletos sempre nos proporcionam uma visão maravilhosa-
No auge da seca, a maioria das árvores já estão desfolhadas e basta um sinal de umidade no ar pela aproximação das chuvas que elas se cobrem de folhas com toda força vestindo de verde. Porém, seus esqueletos sempre nos proporcionam uma visão maravilhosa.

Como a natureza sabe, sem diversidade não existe evolução. ( Isaias Raw )


O fogo, desde que bem manejado, pode ser benéfico ao Cerrado

Especialista defende manejo de fogo no Cerrado 
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“Pode parecer contraditório, mas muitos especialistas defendem que a melhor forma de prevenir o problema e proteger a biodiversidade desse bioma tão ameaçado é, justamente, o uso controlado do fogo. Queimadas controladas não só diminuem o risco de incêndios acidentais como trazem benefícios para a vegetação. O manejo de fogo, no entanto, foi durante muito tempo proibido no Brasil. Uma lei de 1989 autorizou a prática, mas, ainda hoje é difícil obter licença dos órgãos ambientais. Além da falta de conhecimento sobre a importância do fogo para o Cerrado, a falta de estrutura para fazer o manejo de forma adequada."
Professora Vânia Regina Pivello, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP)

A principal causa do fogo, em regiões de Cerrado, está relacionada às atividades agropecuárias, uma vez que tais sistemas utilizam o fogo como recurso para “limpar o pasto”, ou determinadas áreas antes do plantio, em períodos que antecedem a época das chuvas. Assim, capacitar as pessoas envolvidas nessas atividades, e pensar em alternativas, como a realização de queimadas programadas, em áreas limitadas e sucessivas, por pessoal qualificado; pode ser um grande passo para a proteção do Cerrado.

Queimada da região de Samambaia - DF e o Corpo de Bombeiros controlando o fogo. 


Fotografias de Humberto Russo agente operacional da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal CAESB.
Demais fotos: Elma Carneiro 

Fontes das pesquisas nos seguintes sites: 1 2 3

Desoladoras fotos de animais no zoológico mostram a necessidade de mudança

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Estas fotos tristes e cativantes contam a história de um jardim zoológico como tantos outros. O fotógrafo alemão Elias Hassos capta perfeitamente a tristeza dos animais que vivem em pequenas gaiolas - o tédio de passar todos os dias de sua vida inteira no mesmo lugar e nunca conhecer a sensação de liberdade. 
Durante séculos, temos prendido animais em pequenas gaiolas apenas para o nosso entretenimento. Hoje em dia, mais e mais visitantes sentem compaixão pelos animais enjaulados - cientistas comportamentais criticam caixas de concreto e luz artificial, enquanto ativistas radicais dos direitos dos animais pedem o fim da "prisão perpétua".

Clique nas imagens



Fonte: blogblux
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Belas flores do Cerrado II

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No Cerrado mesmo durante a estação seca, nada impede de ver suas flores romperem por todos os lados,  elas não são cultivadas e nascem espontâneas na vegetação rasteira e arbustos dos campos.
Esta coleção de flores são da região do Cerrado Centro Oeste do Brasil mais precisamente em Cristalina, Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros,  Brasília-Distrito Federal, Pirenópolis, Alto Paraíso. Parque Estadual da Serra dos Pirineus.
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Clique nas imagens para ampliar e aprecie seus detalhes
Clusia-weddelliana-clusiaceae- foto de  João de Deus Medeiros
Banisteriopsis oxyclada  (botão)- foto de Mauricio Mercadante
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Banisteriopsis oxyclada ( flores abertas)- foto de Mauricio Mercadante
Kielmeyera- Speciosa - foto de  João de Deus Medeiros
Clusia-weddelliana-clusiaceae - foto de  João de Deus Medeiros
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Aspidosperma_macrocarpon - foto de  João de Deus Medeiros 
Parkia-platycephala-(Parkia-pendula) - foto de  João de Deus Medeiros  ✿
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No Cerrado a Sucurí ou Anaconda - a maior cobra do Brasil


A Sucuri é a maior cobra brasileira

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É  uma cobra sul-americana da família Boidae, pertencente ao genero Eunectes.

Existem quatro espécies, das quais as três primeiras ocorrem no Brasil:
  1. Eunectes notaeus, a sucuri-amarela, menor e endêmica da zona do Pantanal; 
  2. Eunectes murinus, a sucuri-preta, maior e mais conhecida, ocorrendo em áreas alagadas da região do cerrado e da Amazônia, sendo que, neste último bioma, os animais costumam alcançar tamanhos maiores; 
  3. Eunectes deschauenseei, a sucuri-malhada, endêmica da Ilha de Marajó;
  4. e a Eunectes beniensis, a sucuri-da-bolívia. De ocorrência já registrada em quase todo o Brasil, mas típica dos grandes rios do Centro-Oeste e da Amazônia, a sucuri é uma das maiores cobras do mundo. Conhecida também por outros nomes, como sucuriju, sucuriúba, boiaçu ou anaconda, a sucuri (Eunectes murinus) é um réptil ofídio da família dos boídeos, a mesma da jibóia, da ararambóia ou cobra-papagaio e das espécies indo-malaias e africanas de píton.
A sucuri, também conhecida como anaconda, é a maior cobra da fauna brasileira. A maioria da espécie mede em geral de cinco a sete metros, podendo ultrapassar 10 metros com 30cm de diâmetro.

A sucuri é semi-aquática e tem hábitos crepusculares ou noturnos com expectativa de vida de aproximadamente 30 anos, a serpente recordista pesa entre 30 a 90 kg, mas é capaz de atingir até 250kg. Como as demais cobras da família boídeos, a sucuri não é venenosa, mas sim constritora (aperto) : vale-se de uma notável força muscular para enroscar-se nas presas.
Como a sucuri não possui glândulas produtoras de veneno, sua boca possui fileiras de pequenos dentes pontiagudos que contribuem para não deixar que suas presas fujam.

A enorme boca da sucuri quando aberta mete medo, ela não é uma cobra peçonhenta
Como muitas outras serpentes, a sucuri é capaz de desarticular os ossos de sua mandíbula para que possa engolir presas maiores que a abertura de sua boca. Para facilitar a ingestão do alimento, ela produz muita salivação que umedece todo o corpo do animal, facilitando também para que ela o possa engolir. As presas depois de envolvidas, pela enorme força de constrição da sucuri, ficam com seu corpo mais longo, fino e deformado. Não costumam quebrar os ossos das vítimas, como muitos pensam, para facilitar a ingestão, e sim buscam a constrição (asfixiando-as) para matar suas presas.

Depois de alimentada, conforme o tamanho da presa pode passar meses sem comer.

A sucuri matou um veado envolvendo-o  pela enorme força de constrição

É vivípara, ou seja, seus filhotes, em número que varia de 50 a 75 por vez, nascem já bem desenvolvidos e não contidos em ovos. É  muito ágil dentro d'água. A prova disso está no nome do gênero Eunectes, que significa "boa nadadora".
Vive próxima a lagos e rios e procura se manter sempre enrolada em galhos de árvore ou mesmo no solo. Ao se sentir ameaçada, entra imediatamente na água, onde consegue se movimentar com mais rapidez, já que seu corpo é grande e pesado.

Na época reprodutiva a fêmea  liberação o feromônio que atrai os machos para seu encontro. O ritual acontece dentro d’água onde nascem os filhotes. O acasalamento é feito após um longo período de jejum e a gestação dura de 225 a 270 dias, os filhotes nascem com  cerca de 60cm de comprimento e não recebem cuidados parentais, já nascem prontos para nadar e caçar.

Quando a sucuri engoliu uma capivara


Só não entendi por que eliminaram  a sucuri, já que a capivara estava morta. A sucuri mata a capivara e o homem mata a cobra.

Porque mataram a cobra???

Sucuri - verde (Eunectes murinus) 
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*A sucuri, que também ocorre nas Guianas, Colômbia, Venezuela e Trinidad e Tobago.


Fotos: Fernando Rocha - Luis Cassiano - Daniel de Granville

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